segunda-feira, 10 de março de 2014

Mesa-tenistas aprendem novas técnicas em clínica

Cerca de 40 atletas participaram da Clínica Defensiva de Tênis de Mesa no Clube Oeste Paulista em Prudente

No meio esportivo, costuma-se dizer que o melhor ataque é a defesa. E foi seguindo esta máxima que o mesa-tenista Henrique Narita, 21 anos, ministrou ontem em Presidente Prudente a 1ª Clínica Defensiva de Tênis de Mesa. A atividade foi realizada em dois períodos, no Clube Oeste Paulista. Cerca de 40 atletas participaram do evento, que contou com a organização da Associação de Tênis de Mesa do Oeste Paulista (ATMOP).
Adepto do estilo denominado “cateiro”, do qual o jogador abdica do direito de atacar para desenvolver seu jogo na defensiva, o mesa-tenista conta que procurou transmitir, de maneira teórica e prática, uma nova abordagem com relação ao tênis de mesa. “Procurei repassar aos participantes uma nova forma de pensar o jogo. Em que o jogador utiliza de táticas defensivas com o objetivo de alcançar o sucesso no ataque”, comenta o atletas, que defende as cores da equipe Kenzen/São José dos Campos e da seleção brasileira adulta.
Detentor de dois títulos brasileiros, assim como de outros três individuais de melhor jogador de tênis de mesa do País nas categorias de base, Henrique Narita resume seu estilo como sendo baseado nos efeitos necessários para obter a pontuação, não na força. “O tênis de mesa depende muito mais do efeito que da força propriamente dita, haja vista que o campo de jogo é reduzido. Não é como no tênis, em que a quadra é grande e exige força”, reforça o mesa-tenista.
Praticante da modalidade desde a infância, o aposentado Tetsuo Higashino, de 69 anos, conta que terá dificuldades para colocar em prática aquilo que foi aplicado pelo bicampeão no curso, devido sua idade. Porém, ainda assim, o experiente jogador relata que o conhecimento adquirido será válido para o seu desempenho no esporte. “É sempre importante ter contato com novas técnicas, principalmente para os atletas mais jovens. Os mais experientes, como eu, têm mais dificuldades, pois já acumulam muitos vícios de jogo. Mas aprendemos técnicas valiosas, principalmente com relação ao domínio de bola na partida”, afirma o atleta, que defende a equipe ATMOP/Semepp/X-Treme/Butterfly, de Prudente.

Aproveitamento técnico

Em contrapartida, o jovem mesa-tenista João Vitor de Oliveira, de 9 anos, que pratica a modalidade há cerca de dois, explica que os ensinamentos e as trocas de experiências repassadas na atividade servirão para ele aprimorar suas qualidades como atleta. “Como sou novo no esporte, ter a oportunidade de aprender novas formas de jogo significa que terei vantagem aos meus adversários futuramente”, pontua o jovem mesa-tenista prudentino.
Organizada pela ATMOP, a clínica teve início pela manhã com a parte teórica, das 9h às 11h30. Nesta etapa, Henrique Narita abordou sobre os princípios básicos dos pinos (borracha utilizada na raquete) curtos, médios e longos. Além disso, o atleta falou também sobre o treinamento específico de um “cateiro”, assim como dos segredos de se jogar na defensiva e contra um atleta retranqueiro. Já no período da tarde, o bicampeão realizou um treinamento prático, com o objetivo de reforçar as técnicas estudadas pela manhã.
Por Jean Ramalho - Jornal O Imparcial 

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